A Terraprojectos Açores...
Na TERRAPROJECTOS AÇORES, desenvolvemos projetos sustentados que procuram
consolidar o potencial açoriano: agroalimentar, rural e turístico.
Serviços que nos comprometemos desenvolver, sempre, com base na partilha de conhecimentos, estratégias e visões.

A TERRAPROJECTOS AÇORES nasce apoiada pelo kow-how da TERRAPROJECTOS – CONSULTORIA, MARKETING E DESIGN AGROALIMENTAR, presente no mercado nacional há já 16 anos.

20 Nov. 2017

MARKETING TERRITORIAL: OPORTUNIDADE PARA RENASCER DAS CINZAS

De Norte a Sul viajamos por sabores conduzidos por produtos que têm, por si só, a força de mapear um país. O queijo da Serra da Estrela, a alheira de Mirandela, os ovos-moles de Aveiro, o leitão da Bairrada, o cheiro a sardinha assada em Junho, em Lisboa. A cereja do Fundão, a castanha de Trás-os-Montes, de Sernancelhe ou Trancoso que traz consigo um cheiro a Outono, delicioso. A maçã de Alcobaça, a pêra Rocha do Oeste… Descreveríamos durante horas vários exemplos e, com toda a certeza, diríamos “falta ainda este”! No meu caso faltaria o pão-de-ló, o sal e o pão de Rio Maior, para muitos de nós, não faltaria o emblemático pastel de nata que já não é só de Belém é bandeira de Portugal no mundo, tendo este ano o El Pais/Lonely Planet referenciado esta nossa iguaria como estando "entre a melhor doçaria da Europa".
O ano de 2017 ficará, infelizmente, na memória do País. Segundo o relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entre 01 de Janeiro e 16 de Outubro de 2017 a área ardida é a maior dos últimos 10 anos. Os incêndios florestais queimaram mais de 400 mil hectares. Queimaram florestas, propriedades, sustento, vidas… não é um tema a tratar com leviandade nem oportunismos, pelo contrário, exige honestidade, entrega na discussão de estratégias, planeamento a vários níveis. E é essa a melhor, a única, forma que temos para agir. Aprender, ouvir, discutir, refletir e planear em conjunto, na esperança e convicção de que calamidades destas não voltam a acontecer, pelo menos, no que for possível de prever, agir. 
Pensar no território de forma competitiva é pensar, de alguma forma, em nós próprios: por um lado, identificar quais as apetências e atributos que nos são intrínsecos e, num contexto mais rural, qual a cultura, o produto, que melhor se adapta, maximizando a actividade produtiva e/ou transformadora e o seu papel socioeconómico (empregabilidade, diversificação), cultural, relevando a tradição e os saberes, mas também apostando na inovação, na criatividade. Por outro lado, identificar quais as apetências, as áreas que não dominamos, para rentabilizar esse atributo que nos é natural de forma mais competitiva. É neste contexto que, enquanto consultores especializados no agro-alimentar há já 18 anos, reunindo valências diversificadas e complementares (gestão, economia, engenharias, marketing comunicação e design), acreditamos deter o know-how para, conjuntamente com várias entidades públicas e privadas - agricultores, empresários, municípios, organismos institucionais – arregaçar as mangas e definir estratégias sinérgicas que contribuam para o “renascer das cinzas”. Temos o dever de olhar cada vez mais para o interior do nosso País, trabalhando-o como janela de oportunidade para novas vidas, novos investimentos, novos visitantes, comunicando a unicidade, a identidade de cada região de forma diferenciada, apostando na diversidade que o nosso País nos oferece. Se não o fizermos, correremos o risco não só de perder o “querido mês de Agosto”, esse regresso anual às origens, como também deixaremos escapar a oportunidade de dar a conhecer a multiculturalidade do interior. A isto se chama marketing territorial: potenciar o que de único tem Portugal.

Gisela Pires - Consultora Marketing & Comunicação
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